PT e PSOL concentram candidaturas LGBT+
A pauta identitária convertida em meta eleitoral e planilha de Excel nas siglas de esquerda.
Ah, que choque sísmico na política nacional! Quem poderia imaginar em seus sonhos mais delirantes que o PT e o PSOL estariam liderando a concentração de candidaturas LGBT+? É uma revelação tão surpreendente quanto descobrir que o fogo queima. Os dados de orientação sexual cruzados com as legendas apenas comprovam o óbvio: a esquerda abraçou a bandeira da diversidade com tanto afinco que transformou a pauta em patrimônio registrado em cartório partidário.
Conforme o levantamento, a corrida pelo monopólio do crachá identitário está a todo vapor:
O PT encabeça o ranking geral e entre as lésbicas, reunindo 40 candidaturas ao todo (divididas em 21 gays e 19 lésbicas, o que representa 22,09% da categoria).
O PSOL marcha logo atrás com 39 candidaturas, liderando isoladamente entre os candidatos gays ao som de 32 registros (uma fatia de 23,88%).
Fechando o bloco da alegria, aparecem o PDT, com 23, e o PSB, com 21 postulantes.
O festival das planilhas arco-íris
No fim das contas, o cruzamento estatístico serve como um verdadeiro ultrassom da engenharia eleitoral contemporânea. Enquanto temas banais como economia ou infraestrutura continuam em segundo plano, os partidos progressistas fazem o dever de casa com calculadora e planilha de Excel para garantir que nenhuma letra do alfabeto social fique de fora da contagem na hora do pedido de voto. É a representatividade convertida em meta corporativa: quem junta mais rótulos no papel ganha o certificado oficial de bom moço na tabela periódica da virtude.
(Vale ressaltar, é claro, que o posicionamento deste blogueiro e do Blog Normando Carvalho não tem absolutamente nada a ver com homofobia ou qualquer tipo de preconceito. O foco aqui é puramente a crítica à instrumentalização política e estatística das pautas identitárias!)