POLICIAL MILITAR SE DEFENDE APÓS TIROTEIO EM ENCONTRO DE PAREDÕES EM ÁGUA PRETA
Policial militar envolvido em ocorrência de som alto que terminou com um colega baleado nega desordem nas redes sociais, enquanto o caso é rigorosamente investigado pelas autoridades competentes
ÁGUA PRETA (PE), O policial militar Nykollas Santos utilizou suas redes sociais para se defender das repercussões em torno de um caso de violência registrado no município de Água Preta, na Mata Sul pernambucana. O episódio ocorreu durante uma ocorrência de perturbação do sossego associada ao evento denominado "Trilha Água Lama, Encontro de Paredões".
Na nota pública, Nykollas afirma que em nenhum momento estava promovendo desordem ou agindo de forma irresponsável. O militar sustenta que sua presença se deu em um evento previamente divulgado e realizado com a participação do poder público municipal, reunindo paredões de som, motocicletas, quadriciclos e UTVs.
"Minha presença se dava dentro do contexto de um evento público organizado e anunciado para a população. Tenho respeito pela Polícia Militar de Pernambuco, instituição da qual faço parte, e confio que os fatos serão devidamente esclarecidos pelos meios legais", destacou o policial em sua manifestação.
O caso e o desdobramento
O pronunciamento ocorre após os desdobramentos de uma ocorrência na qual o também soldado da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), Matheus Silva Almeida Canabarro, de 29 anos, foi baleado na região da cabeça. Canabarro integrava a guarnição acionada para conter a perturbação do sossego no local.
De acordo com informações do Boletim de Ocorrência registrado na delegacia local, os disparos teriam partido de Nykollas Santos, que estava de folga participando do evento. Após o fato, o soldado alvo da apuração deixou o local. O policial ferido foi socorrido para unidades de saúde da região e, posteriormente, transferido em UTI móvel para o Hospital da Restauração (HR), no Recife.
Investigação em curso
O caso gerou forte repercussão na região e mobilizou os órgãos de segurança pública do estado. A Polícia Civil abriu inquérito criminal para apurar a dinâmica exata dos fatos e as responsabilidades criminais envolvidas.
Paralelamente, a Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) e a corporação militar instauraram procedimentos administrativos para investigar a conduta dos policiais envolvidos e as circunstâncias do uso de armamento durante a ocorrência.
Por Normando Carvalho