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Política Regional

A FARSA DO RECESSO: Deputados abandonam o estado enquanto o povo paga a conta da negligência

Férias de luxo com o dinheiro do povo: a farsa da Alepe."

01/07/2026 Leitura de 3 min Por Normando Carvalho
A FARSA DO RECESSO: Deputados abandonam o estado enquanto o povo paga a conta da negligência

A FARSA DO RECESSO: Deputados abandonam o estado enquanto o povo paga a conta da negligência

Enquanto Pernambuco definha sob o peso de uma crise sistêmica que não respeita feriado, fim de semana ou período eleitoral, a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) comete uma das maiores afrontas ao contribuinte: o recesso parlamentar de 30 dias. É o descaramento de uma elite política que, sentindo-se intocável, decide que o estado pode esperar enquanto eles se dedicam às suas próprias conveniências.

​O presidente da Casa, Álvaro Porto, tenta vender a narrativa de um balanço positivo, com números inflados de "proposições" que, na prática, pouco ou nada mudam a vida de quem está na ponta. É a velha política do faz-de-conta: apresentam-se requerimentos e indicações como se fossem feitos hercúleos, enquanto o estado clama por fiscalização real, pulso firme e combate direto ao descaso que devora a segurança e a saúde pública.

​O silêncio conivente do plenário

​O que chamam de "recesso" é, na verdade, uma fuga das responsabilidades. É inaceitável que, com Pernambuco em chamas, o Poder Legislativo simplesmente apague as luzes do plenário. Não há crise de gestão que justifique 30 dias de braços cruzados por parte de representantes que, diga-se de passagem, recebem salários que a maioria da população sequer consegue sonhar.

​Enquanto o cidadão comum enfrenta uma jornada exaustiva e não tem o direito de "suspender as atividades", os deputados garantem sua folga paga com o suor de quem eles deveriam representar, mas, na verdade, tratam como súditos.

​O trampolim eleitoral disfarçado de "recesso"

​Não nos enganemos: esse mês de portas fechadas para o debate público tem nome e sobrenome: campanha eleitoral. O recesso é a brecha perfeita para que esses parlamentares abandonem o posto de fiscalizadores do Executivo e transformem o cargo em um cabo eleitoral em tempo integral. A estrutura, o salário e a influência continuam à disposição, mas a obrigação de dar satisfação à sociedade, essa, entra no congelador.

​O deboche com o cidadão

​A manutenção das "atividades administrativas" é o insulto final. É a admissão escancarada de que a máquina funciona apenas para manter a estrutura de poder, e não para servir ao povo. Eles se ausentam, o Parlamento silencia, a fiscalização morre, mas o dinheiro do nosso imposto continua caindo na conta deles.

É um escárnio. Pernambuco não pode se dar ao luxo de ter um legislativo que tira férias enquanto a insegurança e o abandono dominam as ruas. A verdade é simples: se eles não estão lá para cobrar o Governo e resolver as mazelas do estado, então o salário que recebem é uma sangria desatada nos cofres públicos.

​O recesso parlamentar da Alepe é o retrato nítido de uma casta que não presta contas, não sente a urgência do povo e, acima de tudo, não tem vergonha de colocar seus interesses pessoais acima das necessidades de um estado inteiro.

A Assembleia volta em agosto. Até lá, que o pernambucano não se esqueça: enquanto você trabalha dobrado para sobreviver, seus representantes estão ocupados demais "descansando", ou garantindo o próprio projeto de poder, para se preocupar com você.

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